Vencer a Estagnação da Economia com a Cultura de Segurança

 In Liderança em Segurança

Você já sentiu isso?

Aquele frio na barriga e o coração batendo mais forte?

Você não sabe o quê, mas alguma coisa está dizendo que algo vai acontecer. Novamente, o mercado se retrai, empregos são ameaçados, as pessoas sentem MEDO…e isso gera uma sensação de insegurança.

Você sabe o que fazer para proteger as pessoas, entretanto sente-se impotente, pois está sozinho. Não possui seguidores ou autoridade suficiente. E, na dúvida, a liderança sempre usa o “martelo” de sempre para resolver os problemas (digam-se pregos).

As pessoas vivem com medo.

Elas (e você!) tem medo de perder o seu emprego e ficar sem uma fonte constante de renda. Elas tem medo dos olhares críticos dos seus familiares e amigos. Elas tem medo de passar fome, de não ter como pagar suas contas e saber que seus familiares não poderão contar com você.

E acima de tudo…

Elas tem medo não terem VALOR!

Talvez essa sensação seja apenas uma ilusão. Talvez tudo esteja bem e ESTÁVEL.

Então, você não faz nada.

A experiência já nos mostrou que….

O que funciona para estabelecer e sustentar uma cultura de segurança em tempos bons não vai funcionar em um período difícil.

“Neste momento, eu prefiro ter um acidente no trabalho, do que ficar sem emprego”. – Anônimo

Uma recessão global ou a estagnação da economia brasileira não tem preconceitos.

Ele não discrimina por nacionalidade, raça, religião, sexo ou estado civil. A estagnação econômica é um criminoso que ataca a todos igualmente.

Eu suponho que, se você não foi afetado, então conheça alguém que tenha sido impactado negativamente pelo declínio da atividade financeira do mercado.

O que você pode não perceber é o efeito que a desaceleração da economia pode ter na segurança do trabalho, no número de acidentes.

O desempenho da segurança pode declinar neste período, as empresas ainda lutam para se manter competitivas e as pessoas querem permanecer com o emprego. O impacto dos acidentes pode aumentar.

Lembre-se o Custo dos Acidentes já aumentou, pois o MPAS passou o custeio do afastamento do acidentado de 15 para 30 dias, sob total responsabilidade do empregador. Isso sem falar no SAT, etc. 

Segurança como uma Valor!

Durante o período de normalidade econômica, estabelecer e fortalecer os valores de segurança dentro de uma cultura, é sempre uma dificuldade universal e invariável.

É semelhante a manter a sua cabeça acima da água numa lagoa calma. É preciso um esforço incansável e constante para fazê-lo.

No entanto, com a mudança do ambiente, como por exemplo: estar em um oceano turbulento, o esforço terá que ser maior. Este é o desafio a ser enfrentado quando a economia muda, para pior.

Segurança como uma Prioridade!

O que funciona para estabelecer e sustentar uma cultura de segurança em tempos bons não vai funcionar em um período difícil.

Para aprender com esta recente estagnação, temos de analisar o poder de influência de uma cultura de segurança. O objetivo deste artigo não é convencê-lo do atributo positivo do desenvolvimento de uma cultura de segurança. Pelo contrário, é para ajudar você a entender que você já tem uma cultura de segurança implantada; talvez ela somente não seja do tipo que você precisa ou deseja.

Entenda o problema: uma cultura de segurança baseada no medo

Muitas pessoas argumentam que a última recessão foi conduzida pelo próprio medo da recessão.

Se é válido ou não, o medo torna-se um estado de ser debilitante, impactando negativamente as normas culturais anteriormente estabelecidas, tais como os valores de segurança acima mencionados.

Airton Senna disse certa vez: “O medo faz parte da vida da gente. Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo, outras – acho que estou entre elas – aprendem a conviver com ele e o encaram não como uma coisa negativa, mas como um sentimento de autopreservação”.

Sabemos que o medo derrota mais pessoas do que qualquer outra coisa no mundo.

As dificuldades econômicas conduzem as pessoas a um estado de medo, perpetuada pela crença de que eles serão afetados negativamente: que eles vão perder o emprego e a estabilidade financeira. Esse medo tem provado ser um motivador excepcional, que influencia negativamente as pessoas a se expor a riscos, que poderiam ter evitados.

Muitas empresas relatam o aumento das demissões e férias coletivas. Os gestores preocupam-se com vender mais, produzir mais, reduzir custos, garantir empregos.

Francamente, nós a vimos chegando. Isso não foi uma surpresa. A pressão para produzir é um motivador universal sobre os trabalhadores, independentemente das condições de mercado e do segmento produtivo. Essa pressão não é apenas externa; é também interna. Afinal eles são trabalhadores.

Durante uma avaliação da cultura de segurança de uma organização realizada em 2010 (última recessão), um empregado expressou-me em particular: “Neste momento, eu prefiro ter um acidente no trabalho, do que ficar sem emprego.” Esta é uma triste realidade de muitos tra-balhadores que lutam para sustentar suas famílias.

Reconhecendo a Solução: Uma Cultura de Segurança com foco na excelência

As organizações que têm realizado um esforço ao investir para alcançar e manter a excelência em segurança.

Numa reunião com um cliente, um gerente brincou: “Nós tentamos planejar para o futuro, mas percebemos que a mudança é a única coisa constante. É importante que nossos líderes estejam preparados para o imprevisto“.

Independentemente do segmento produtivo, os gestores reconhecem que a mudança é constante e continuam a superá-las.
Além disso, eles continuam a atingir novos níveis de realizações, enquanto outros têm a sorte de manter a estabilidade no desempenho.

Essas empresas tornaram-se conscientes para o fato de que a sua cultura de segurança é o seu mecanismo de sustentabilidade mais eficaz. Não só para a Segurança, como para a Qualidade e Produtividade.

Uma vez que os valores de segurança foram verdadeiramente integrados e são reforçados nas suas atividades organizacionais, é preciso mais do que mudanças de mercado para modificar as invejáveis crenças que foram instaladas.

Considere a Cultura uma Estratégia Melhor que Custos

Na maior parte do mundo desenvolvido, as empresas têm evoluído a partir da medição nos balanços para a medição do ativo. Considere em proteger estes maiores investimentos por examinar internamente o estado atual da sua cultura de segurança.

É o mais desejável que pode ser aproveitado em face de recessões futuras? Esta não é uma visão de futuro pessimista; é uma realidade que devemos proteger agora.

Todo querem voltar para casa ao final do dia de trabalho.

Algo óbvio é que, a cada ano, a performance das organizações vai subir e descer. Para os trabalhadores, o maior valor é a família. Ela não pode cair!

O ser humano protege sempre os seus maiores VALORES!

melhoria na cultura de segurança que você promover será entre o que eles mais vão se lembrar, ao contrário de outros objetivos de negócios, pois a segurança os afeta pessoalmente.

Criar uma cultura voltada para a excelência da segurança não só para ajudá-los e às suas famílias durante os bons tempos, mas nos difíceis também.

Eles vão retribuir com união, senso de dever, dedicação, empowerment, produtividade, qualidade, lealdade e permanência. O efeito? A superação da nova crise e o desenvolvimento do negócio.

Pense nisso!

Carlos Massera
Coach em Comportamento Seguro, Liderança e Cultura de Segurança

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